Todas as propostas de regulamentação existentes nada farão para proteger o público de perigos eminentes para a sua saúde
Nos Estados Unidos da América há centenas de alimentos geneticamente modificados a aparecer constantemente no mercado, os quais contêm genes extraídos de animais, peixes, insectos, vírus e bactérias. A menos que o público levante a voz para protestar sobre leis governamentais que estabeleçam claramente as proveniências desses mesmos alimentos, dizem muitos cientistas, a saúde pública será afectada indefinidamente. Aqui tentamos estabelecer os motivos para as preocupações dos cientistas:
A mutação genética é imprevisível.
Dada a infinita complexidade do código genético, mesmo os organismos mais simples, como as bactérias, ninguém pode prever quais os efeitos da introdução de novos genes em determinado produto. Assim, não é possível estabelecer quais os efeitos a longo prazo sobre a nossa saúde. Isto porque;
➢ O gene transposto pode actuar de forma diferente dentro do novo hospedeiro;
➢ A inteligência genética original do hospedeiro será interrompida;
➢ A nova combinação dos genes do hospedeiro e o gene transposto terá resultados imprevisíveis.
O transporte contra-natura de um gene de uma espécie para outra é perigoso.
As companhias de biotecnologia afirmam, erroneamente, que as suas manipulações genéticas são semelhantes ás mudanças genéticas que ocorrem na natureza de forma tradicional. Todavia, os transportes genéticos entre diferentes espécies, tais como entre peixes e tomates, ou entre outras espécies em nada relacionadas, nunca ocorreria na natureza e podem de facto criar novas toxinas, doenças e fraquezas. Nestas experiências, bastante arriscadas, o público em geral é o rato de laboratório. As companhias de biotecnologia também afirmam que os seus métodos são precisos. Na verdade há um elemento de “sorte” nos métodos de inserção genética. A investigação genética mostra que há muitas fraquezas nas plantas, animais e humanos, as quais têm a sua origem em minúsculas imperfeições do código genético. Assim sendo, efeitos secundários e acidentes são inevitáveis, e os cientistas asseguram-nos que os riscos são ilimitados.
Efeitos sobre a saúde imprevisíveis e novas doenças.
Quando os engenheiros genéticos inserem um novo gene em qualquer organismo dá-se uma “posição-efeito” a qual se traduz por um padrão genético de funcionamento imprevisível. O produto proteico do gene transposto pode produzir reacções inesperadas e toxinas ainda não identificadas ou mesmo completamente novas. Também há uma preocupação séria sobre o uso de vírus e bactérias geneticamente modificados como veículos de transposição (vectores) no processo de geração de plantas e animais transgénicos. Isto poderia tornar instável o genoma e levar a uma transferência horizontal para outras espécies, incluindo mamíferos. Como consequência poderão surgir novas doenças, resistência a antibióticos, e reacções severas do sistema imunitário. A engenharia genética também interfere com o RNA da célula e, por conseguinte, com o processo de cópia molecular o que poderá conduzir ao aparecimento de doenças priogénicas, em tudo semelhantes à crise das vacas loucas (BSE).
Os produtos geneticamente modificados trazem mais riscos do que os tradicionais.
O processo da engenharia genética pode introduzir substâncias alérgicas perigosas e toxinas fatais nos alimentos que eram prévia e naturalmente seguros. Até agora já se sabe de pelo menos um tipo de soja que causa reacções alérgicas severas, e a bactéria geneticamente alterada para produzir enormes quantidades de um suplemento nutricional, o triptofan, produziu contaminantes tóxicos que mataram 37 pessoas e incapacitaram permanentemente 1500 nos Estados Unidos (The New England Journal of Medicine 688, 1994).
Os efeitos negativos para a saúde causados por produtos geneticamente alterados jamais poderá ser irradicado. Ao contrário de uma contaminação nuclear, a poluição genética não pode nunca ser limpa; erros genéticos são passados a todas as gerações futuras de uma espécie.
Aumento da poluição alimentar e da água.
É estimado que cerca de 57% da investigação feita pelas companhias de biotecnologia incide sobre o desenvolvimento de plantas resistentes a herbicidas e por conseguinte isto irá aumentar o uso de herbicidas, trazendo como resultado imediato uma maior concentração de químicos nos alimentos e água potável.
Preocupações éticas sobre a pureza dos alimentos, rótulos enganadores, e o bem-estar dos animais.
A transferência de genes animais para plantas e o uso de informação genética animal nos alimentos levanta questões de ética para pessoas vegetarianas e grupos religiosos. Por exemplo, cópias geneticamente manufacturadas de entranhas de certos animais são utilizadas na produção de queijos que são depois rotulados de “produto para vegetarianos”. Muitos projectos de investigação genética envolvem experiências animais as quais são inaceitáveis para muitas pessoas.
Segurança inadequada nos centros de pesquisa.
Não há na verdade uma segurança quando se fazem experiências com plantações transgénicas, podendo as sementes ser transportadas pelo vento, insectos e pássaros e instalar as mesmas em áreas fora do controle do centro responsável. Não é possível a ninguém, agricultor, ou mesmo governo, isolar-se do perigo potencial e desastroso destas experiências biotécnicas a menos que os governos tomem medidas firmes para evitar tais experiências..
Emidio Carvalho
Para saber mais:
www.i-sis.org.uk